Helenismo no exército grego?
- Alexandra Oliveira

- 16 de jun.
- 2 min de leitura


Foi publicado recentemente essa foto em vários perfis sobre uma cerimônia histórica de juramento nas forças armadas da Grécia. Na legenda, é dito que foi um momento significativo para a liberdade religiosa e igualdade de tratamento no país, pois pela primeira vez o juramento de promoção de um oficial dentro das Forças Armadas foi realizado de acordo com o rito da Religião Étnica Helênica, juntamente com o juramento militar prescrito oficialmente. A cerimônia foi conduzida sob os auspícios do YSEE, marcando um importante desenvolvimento para a igualdade religiosa, o respeito institucional e a liberdade de consciência dentro dos militares. Este evento seria um lembrete importante de que a liberdade religiosa, a igualdade de direitos e o respeito pela tradição podem e devem coexistir dentro das estruturas estatais modernas.
No entanto, posteriormente, outro site publicou que houve contestação à foto e que a equipe do exército conduziu uma investigação sobre o ocorrido para determinar se aconteceu algo de ilegal, pois o Ministro da Defesa da Grécia teria se incomodado com isso, já que ele não teria autorizado tal juramento.
Só que o oficial, que é um dodecateísta, não fez nada ilegal.
A CNN da Grécia noticiou que “o caso veio à tona depois que representantes da religião étnica helênica anunciaram que a cerimônia de juramento do oficial foi feita na presença de um sacerdote da comunidade deles” e que isso seria um momento de liberdade religiosa, equidade e respeito no exército por ter sido a primeira vez que acontece.
Boatos dizendo que o militar fez apenas um juramento aos deuses estão errados, ele fez o juramento oficial exigido como qualquer outro militar, e depois disso é que ele fez o juramento aos deuses.
O militar falou com o canal de TV grego Mega, enfatizando que não fez nada ilegal. Ele disse que não jurou a Zeus, ele fez o juramento específico oficial propriamente, e todo o resto foi da parte do sacerdote. E que isso tem a ver com a religião dele, não tendo nada de errado ou de ilegal. Ele acrescenta que o exército atende à Constituição do país.
Ainda assim, a cerimônia gerou um debate considerável. Os críticos argumentam que as tentativas modernas de reviver a antiga religião grega são historicamente problemáticas porque nunca houve uma forma única e unificada de adoração em todo o mundo grego. As práticas religiosas variaram significativamente entre cidades, regiões e períodos históricos, tornando qualquer reconstrução moderna necessariamente seletiva e interpretativa.
Outros afirmam que os movimentos contemporâneos de renascimento helênico muitas vezes contêm elementos influenciados pelo esoterismo moderno, ocultismo, astrologia e correntes filosóficas posteriores, em vez de refletir práticas religiosas antigas exatamente como existiam na antiguidade. Os apoiadores respondem que a precisão histórica completa é impossível e que a reconstrução é a única maneira prática de preservar e honrar tradições antigas na era moderna.
A cerimônia reacendeu a discussão sobre a relação entre a Grécia moderna e seu passado antigo, levantando questões sobre identidade cultural, continuidade histórica e o papel que as tradições antigas devem desempenhar na vida pública contemporânea.
~ Fontes:

HELLENIC ARMY WE ARE WARRIORS