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Rito de Liberação para Animal de Estimação

© Apollonius Sophistes 1998, tradução rimada por Alexandra Nikaios, 2012.

Equipamento e suprimentos: ramo de sempre-viva, presentes para a cova (comida, brinquedos etc que o animal gostava), libações (bebidas que ele gostava, especialmente água), bastão de fala (opcional, para depositar na cova), incenso, velas, flores etc, como desejar.

Viemos nos despedir de _________.
Pela lei sagrada da Natureza, cada vida deve terminar,
para que outras sobre a terra possam nascer.
Cada alma é feita única e por um tempo deve viver,
antes de -ao ventre do qual toda vida nasce- retornar.
Embora todos nós morrer um dia devamos, 
sempre tristes de dizer adeus a um amigo ficamos.

[Faça a Mão Cornuta (primeiro e quarto dedos estendidos do punho) com a mão direita. Trace um pentagrama (do topo para a esquerda inferior) enquanto diz o seguinte:]

Fazemos os chifres da natureza, ferozes e selvagens,
da lua crescente, para chamar a Rainha das Feras.
Desça a nós do céu, pedimos a ti, a estas paragens;
permita a esta alma correr em seu caminho, donzela.
Respire fundo três vezes; inale da natureza o respiro
da alma cósmica, para onde retornamos ao último suspiro.

[Todos respiram fundo três vezes.]

Em seu olho da mente olhe agora para o oeste, ao lado,
e veja a terra onde habitam os espíritos abençoados.

[Aponte o polegar e o dedo do meio da mão direita (juntos) para o corpo do animal e diga o seguinte:]

Por cada nome sagrado, meu pequeno amigo,
Eu lhe convido a aceitar o fim de sua curta vida em paz,
e deixar para trás a concha terrena do seu espírito,
que, apesar de ter-lhe servido bem, não lhe é útil mais.
Possa Ártemis lhe proteger em seu caminho a trilhar,
por nós, seus amigos, e pela luz do dia solar.

[Pegue alguns ou todos os presentes para a cova.]

Abençoamos estes presentes, que lhe deram alegria em vida,
para apressar seu caminho até o fim de sua jornada de ida,
para que você possa se aventurar adiante com pouco pesar.
Você não será esquecido, pequeno amigo querido,
Vamos nos despedir e cada um irá se lembrar,
em silêncio ou em voz alta, como achar certo e digno.

[Cada pessoa deve dizer o que ele ou ela se lembra com relação ao animal, ou apenas dizer adeus, ou lembrar-se dele em silêncio. Isto pode ser feito informalmente, enquanto deposita-se os presentes, ou passando o bastão de fala, o qual é depositado depois de todos terem segurado-o. Este é um bom momento para dizer preces e ler poemas, por exemplo os epitáfios da Antologia Grega (VII.207) ou Catulo (3). O sacerdote fala por último; depois de reminiscências/lembranças pessoais, ele ou ela continuam conforme segue:]

Não nos esqueceremos da alegria que trouxeste a nossas vidas de cá;
embora partindo da terra, em nós tua alma sobreviverá.

[Pegue o ramo de sempre-viva.]

Através das estações quentes e frias, a sempre-viva cresce;
através da vida e morte da Natureza, ela é vista e floresce.

[Pouse a sempre-viva no túmulo.]

Talvez você também novamente para nós voltará,
para nossas vidas em amor e amizade compartilhar.
Por ora sua alma está livre, vá.
Fique bem, e abençoado seja e será.

[Jogue beijos. Flores e outras coisas podem ser colocados no túmulo nesse momento.]

O Rito está completo.