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Histórico dos Funerais


Placa Funerária, ca. 520–510 AEC
   Os gregos acreditavam que no momento da morte a alma ou espírito do morto deixava o corpo como um alento ou sopro de vento. O morto era então preparado para o funeral de acordo com os rituais honrados na época. As antigas fontes literárias enfatizam a necessidade de um funeral apropriado e se referem à omissão deles como um insulto à dignidade humana (Ilíada 23, 71).
    Parentes do morto, principalmente mulheres, conduziam os elaborados rituais funerários que costumavam ser em três partes: a prothesis (deitar o corpo), a ekphora (procissão funeral) e o sepultamento do corpo ou dos restos cremados do falecido. Depois de ser lavado e untado com óleo, o corpo era vestido e colocado em uma cama alta dentro da casa. Durante a prothesis, parentes e amigos vinham lamentar e prestar seus respeitos. Os lamentos de luto pelos mortos é representado na arte grega antiga a pelo menos desde o período geométrico, quando vasos eram decorados com cenas mostrando os falecidos cercados por carpideiras. Seguindo a prothesis, o mortos eram trazidos para o cemitério em uma procissão, a ekphora, que normalmente acontecia logo antes do amanhecer.
  Muito poucos objetos eram realmente colocados no túmulo, mas um montinho monumental de terra e construções tumulares retangulares com estelas de mármore e estátuas eram frequentemente erigidas para marcar o túmulo e para garantir que o morto não seria esquecido. A imortalidade residia na contínua memória do morto pelos vivos. De representações em lekythoi* de fundo branco, ficamos sabendo que as mulheres da Atenas Clássica faziam visitas regulares ao túmulo com ofertas que incluíam pequenos bolos e libações.

(Fonte: "Death, Burial, and the Afterlife in Ancient Greece | Thematic Essay | Heilbrunn Timeline of Art History | The Metropolitan Museum of Art" - traduzido por Alexandra)


*O lekythos era um vaso de cerâmica grego usado para armazenar óleo. | (Para ver mais imagens, clique no link da fonte acima.)
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