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Cosméticos

Perfumaria

"Os óleos utilizados na Grécia Antiga para se fazer perfumes eram basicamente florais, como de íris, manjerona, rosas, lírios e violetas. Também se usava ervas e especiarias como a sálvia e o cominho. Incenso e mirra a princípio eram usados apenas para os deuses.

O perfume, por sua eroticidade, seu toque místico e espiritual - ligado ao ar e ao odor do incenso que sobe aos deuses, era algo de íntima ligação com a beleza e o sagrado. Eles eram armazenados em frascos de cerâmica, com aparência de pássaros e animais. Normalmente os fracos tinham um formato que refletia o tipo de perfume que ali continha.

Sua utilização era diversa: para a união, para um bom parto, para dar boa saúde ao bebê, para abrir as procissões fúnebres, para garantir um pós-morte feliz (quando se envolvia o corpo em roupas perfumadas ou se os enterrava com frascos de perfume, que agradariam aos deuses), para rituais de limpeza e de banho, e até com finalidades terapêuticas (os atletas os usavam na forma de bálsamos e óleos após os exercícios físicos), em uma espécie de aromateria."

(baseado nas referências de Artigos.com e PortalSF, enviados por Deolinda/Íris)

Sobre onde passar: Os egípcios untavam a cabeça com perfume, mas o filósofo grego Diógenes preferia untar os pés em vez da cabeça. Ele dizia: "Quando você passa perfume na cabeça, ele voa para o ar e só os pássaros se beneficiam dele, mas se eu o esfrego nos membros inferiores ele envolve meu corpo inteiro e graciosamente sobe até o meu nariz". Anacreonte recomendava que seu tórax fosse untado de perfume, visto que ali era onde ficava o coração.

(pesquisas posteriores da Alexandra)


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"Máscara para os Deuses: Uma História da Maquiagem"


Grécia e Roma (tradução da Alexandra):

Na Grécia antiga, óleos preciosos, perfumes, pós cosméticos, sombras de olho, brilhos para a pele, pinturas, unguentos de beleza e tinturas de cabelo eram de uso universal. Exportar e vender esses itens era um elemento importante de comércio pelo Mediterrâneo. Durante os séculos VIII e VII AEC, comerciantes de Corinto e Rodes dominavam os mercados de frascos de perfume e potinhos de cosmético. Os contêiners de armazenamento de essências e perfumes eram chamados 'pelikes'. Eles eram iniciamente designados a suportar a constante manipulação e os rigores do transporte marítimo enquanto protegiam seus conteúdos e maximizavam espaço de carga. Quando o comércio expandiu, os fabricantes melhoraram a embalagem para atrair clientes. Durante o período Clássico, os 'pelikes' se tornaram mais custosos, pois eram embalados em terracota, alabastro e vidro colorido.

Os gregos invadiram o Egito com pleno conhecimento da mistificação em torno de seus óleos. O interesse deles, porém, foi movido pela aquisição de conhecimento médico. Os sacerdotes egípcios não estavam dispostos a divulgar 3.000 anos de segredos por uma razão qualquer. Sob uma pressão considerável de Alexandre o Grande, eles liberaram informações erradas e meias-verdades, assegurando de que nada que eles tinham criado poderia um dia ser propriamente duplicado. A indulgência sexual grega era deplorável para os egípcios, que sentiam (e justificadamente) que os gregos queriam os óleos mais para usar como afrodisíacos, cosmético e medicina.

Pelo século VII AEC, Atena tinha desenvolvido um centro mercantil no qual centenas de perfumes eram vendidos. O comércio era pesado em ervas fragrantes tais como manjerona, lírio, tomilho, sálvia, anis, rosa e íris, infundidas em óleos de oliva, amêndoa, mamona e linhaça, para fazer unguentos densos. Eles eram vendidos em potes pequenos e elaboradamente decorados. Alguns gregos famosos, como Sócrates, desaprovavam o perfume. Ele pessoalmente acreditava que o perfume poderia enevoar a distinção entre escravos (que cheiravam mal) e homens livres (que não cheiravam mal). Alguns poderiam questionar como ele poderia estar tão certo disso.

Outros desaprovavam os cosméticos em geral. Um historiador grego do século IV escreveu sobre sua noiva enganando-o antes do casamento ao usar uma maquiagem que não mostrava sua verdadeira aparência. Outro grego, Clemente de Alexandria, propôs uma lei que impediria as mulheres de usarem cosméticos com receio de que isso enganasse seus maridos a se casarem com elas.

Um estranho adendo: quando Alexandre o Grande entrou na tenda do derrotado Rei Dario depois da batalha de Isos, ele jogou fora a caixa de preciosos linimentos e perfumes do rei; ironicamente, depois que Alexandre viajou extensivamente através da Ásia, ele se tornou tão viciado em aromáticos que queimava incenso árabe ao lado do seu trono constantemente. Ele enviou plantas a seu colega ateniense de cada lugar onde esteve viajando. Seu colega usou os exemplares para montar um jardim botânico luxuoso em Atenas!

As mulheres da antiga Grécia pintavam suas bochechas com pastas herbais feitas de frutinhas vermelhas e sementes esmagadas, mas seus homens preferia-nas sem maquiagem, exceto quando elas apareciam na corte grega. Nessas ocasiões, as mulheres avermelhavam suas bochechas primeiro revestindo seus rostos, pescoços e seios com um pó branco, e então aplicando ruge. O que elas não sabiam é que aquele pó branco continha chumbo e, com o tempo, destruía suas compleições e, em alguns casos, as próprias mulheres. Que preço pela beleza!

Por volta de 300 AEC, mirra e olíbano do Iêmen alcançaram o Mediterrâneo pelo caminho dos comerciantes persas. As rotas de comércio se expandiram com as crescentes demandas por rosas, canela, pimenta, gengibre, açafrão, resinas de goma e outros temperos. Os homens e mulheres do Iraque pintavam seus rostos com o 'kohl' assim como os egípcios faziam, para protegê-los do "olho gordo". Os romanos eram hedonistas; os óleos egípcios que eram considerados sagrados não se tornaram mais do que acessórios sexuais. Os romanos descobriram as aplicações medicinais também. As pragas eram tão excessivas em Roma que resinas e gomas aromáticas eram queimadas para repelir demônios e maus espíritos. A palavra "perfume" deriva do latim (per-fumo, 'através da fumaça').

O Império Romano usava óleos extensivamente, consumando aproximadamente 2.800 toneladas de olíbano importado e 550 toneladas de mirra por ano. Os mercadores de perfume na Roma antiga tinham o mesmo status que os médicos, e os cidadãos se referiam a suas namoradas como "minha mirra" e "minha canela".

( Fonte: retirado de http://www.cultureschlockonline.com/Articles_p/mascara_p.html )


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"Helena de Tróia" (reconstrução de como seria uma mulher micênica da Idade do Bronze)

Vídeo (1:26 a 4:32):

Imagens:
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