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Vários Deuses

Hino Comum aos Deuses, de Proclus

Ouça-me, oh, Deuses, vós que governais o leme  
Da sagrada sabedoria, e que, acendendo nas 
Almas dos homens a chama do desejo do retorno,  
Os atraís até os Imortais, dando-lhes,  
Pelas indizíveis iniciações dos hinos,  
O poder de escapar da escura caverna  
E de purificar-se. Ouça-me, poderosos liberadores!  
Concede-me, pela compreensão dos livros divinos  
E dissipando a névoa que me rodeia, uma luz  
Pura e santa afim que possa compreender com claridade  
Ao Deus incorruptível e também ao homem que sou.  
Que um Daimon perverso jamais,  
Assediando-me dos males, me retenha,  
Eternamente cativo nas ondas do esquecimento,  
Afaste-me dos Deuses!  
Que jamais, uma expiação aterradora,  
Me acorrente na prisão da vida (do corpo)  
Caindo minha alma nas geladas ondas da geração  
E nas que não quiseram falhar demasiado tempo!  
Ouça-me, vos, oh Deuses, soberanos de deslumbrante sabedoria,  
Revelai aos que se apressam no caminho ascendente  
Do retorno, aos santos êxtases e as iniciações  
Que residem no coração das sagradas palavras! 

(Tradução de Andre Nogueira)


Hino de Proclus à Mãe dos Deuses, à Hécate e a Jano 

Saudações, mãe dos Deuses, Deusa de nomes diversos,  
De esplêndida prole.  
Saudações, Hécate, que vigias as portas, 
Deusa de temível poder!  
Saudações também a ti, oh Jano,  
Antepassado dos antepassados,  
Zeus imortal; saudações, oh soberano Zeus!  
Abre-se para mina vida, preenchendo-a de bens,  
Uma resplandecente via.  
Preserváis meus membros de funestas enfermedades.  
E, purificando minha alma  
Por iniciações que despertam a inteligência,  
Arrancai-a da demência em que permanece  
Desde que vim para a terra.  
Sim, o suplico, tende-me as mãos  
E mostrai-me – pois tenho este desejo -,  
Os caminhos que os Deuses nos indicam.  
Assim poderei contemplar a luz santíssima  
Quando por vós me será concedido  
O poder sair do sombrio tempo (acontecer).  
Sim, os suplico, tenha-me nas mãos;  
E  para poder abordar, depois de tantas fatigas,  
O porto da piedade,  
Envia-me brisas favoráveis.  
Saudações, mãe dos Deuses, Deusa de nomes diversos,  
De esplêndida prole.  
Saudações, Hécate, que vigias as portas, 
Deusa de temível poder!  
Saudações também a ti, oh Jano,  
Antepassado dos antepassados,  
Zeus imortal; saudações, oh soberano Zeus!  

(Tradução de Andre Nogueira)

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