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Nyx

Hino Órfico 3 à Nyx - fumigação com tochas:
Nyx, deusa mãe ancestral, fonte de doce repouso de quem no princípio tanto Deuses quanto homens surgiram. Ouça, abençoada Cípris [Afrodite], coberta de luz estrelar, no profundo silêncio do sono habitando a noite de ébano! Os Sonhos (Oneiroi) e a suave tranquilidade atendem a teu comboio crepuscular, satisfeitos com a extensa escuridão e o deleitoso deslocamento, dissolvendo o cuidado ansioso; a amiga da alegria, de escuros corcéis cavalgando em torno da terra. Deusa dos vultos e dos jogos sombrios, cujo poder letárgico divide o dia natural; pelo decreto do destino tu constantemente envias a luz ao mais profundo [reindo de] Hades, distante da vista mortal; pois a terrível necessidade (anankê), a qual nada resiste, investe o mundo com tiras inquebráveis. Esteja presente, Deusa, à prece do teu suplicante, desejada por todos, a quem tudo semelhante reverencia; abençoada, benevolente, com amistoso auxílio dissipas os medos da penumbra aterrorizante do crepúsculo.
(tradução de Alexandra a partir do inglês de Taylor)

Hino Órfico à Noite:
Vou cantar a mãe dos deuses e dos homens,
a noite origem de tudo, a quem também chamamos Cípris.
Escuta-me, ó deusa bem-aventurada, dum azul cintilante,
brilhante de estrelas, que rejubilas com a paz
e a tranqüilidade do sono profundo,
ó felicidade, ó encantamento, ó veladora noturna,
mãe dos sonhos, que dissipas os cuidados, tu que trazes
o doce repouso das fadigas, que prodigalizas o sono,
amiga de todos, que conduzes os cavalos,
estrela noturna, ó inacabada,
alternância da terra e do céu, ó arredondada,
que danças com as perseguições através dos ares,
tu que expulsas a luz das regiões infernais
e foges de novo para o Hades. A terrível
necessidade tudo governa. Ó bem-aventurada Noite,
noite felicíssima, desejada por todos,
ó bem-vinda, ao escutar agora a minha voz suplicante,
possas tu, benévola, expulsar os terrores
que brilham nas trevas.
(
tradução de Albano Martins, enviada por Antonio)

Hino Órfico à Noite
Cantarei a criadora dos homens e deuses – cantarei a Noite.
Noite, fonte universal.
Ó forte divindade ardendo com as estrelas. Sol negro,
invadida pela paz e o tranquilo e múltiplo sono,
ó Felicidade e Encantamento, Rainha das vigílias, Mãe do sonho,
e Consoladora, onde as misérias repousam as campânulas de sangue,
ó Embaladora, Cavaleira, Luz Negra, Amiga Geral,
ó Incompleta, alternadamente terrestre e celeste,
ó Arredondada no meio das forças tenebrosas,
leve afastando a luz da casa dos mortos e de novo te afastando tu própria.
A terrível Fatalidade é a mãe de todas as coisas,
ó Noite Maravilhosa, Constelação Calma, Ternura Secreta do Tempo,
escuta, ó Indulgente Antiga, a imploração terrena,
e aparece com teu rosto obscuro e lento no meio dos vivos terrores do mundo.
(versão de Herberto Hélder)

Hino a Nyx:
Cantarei à genitora dos homens e dos deuses, cantarei a Nyx.
A Noite é a fonte do universo e a chamamos, também. Cipris.
Fartai-nos, oh! Feliz divindade, de estrelas coruscantes,
Oh! Sol Negro,
Que frui a paz e o calmo e múltiplo sono,
Oh! Felicidade, oh! Sortilégio, oh! Rainha das vigílias, oh!
Mãe dos sonhos,
Oh! Consoladora, oh! Tu que dás repouso a todas as misérias,
Oh! Sonífera, Cavaleira, Luz Negra, Amiga Universal,
Oh! Inacabada, oh! Terrestre e Celeste,
Oh! Arredondada, oh! Tu que lidas com os impulsos tenebrosos,
Tu que afastas a luz dos mortos e te escondes com eles.
A terrível fatalidade é a senhora de todas as coisas,
Oh! Feliz Noite, oh! Milhão de Felicidades, oh! Ternura Universal,
Escutando a voz súplice que te implora, oh! Indulgente,
Possas afastar os terrores que luzem nas sombras
E nos surgir benevolente.
(tradutor desconhecido, enviado por Antonio)


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