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Moiras

Hino Órfico 59 - Às Moiras (Destinos), com fumigação de aromáticos:

Filhas da noturna Nyx, renomadas, aproximem-se, infinitas Moiras, e ouçam a minha prece; vós que no lago celeste, onde as águas brancas irrompem de uma fonte escondida nas profundezas da noite, e através de uma caverna escura e pedregosa deslizam, em uma caverna profunda, residem invisíveis; de onde, em largo curso em volta da Terra sem limites, vosso poder estendeis a aqueles de nascimento mortal; aos homens que se enchem de esperança, levianos, alegres, uma raça presunçosa, nascida apenas para se decompor. A esses se unindo, em um véu púrpuro impenetrável aos sentidos, vós vos ocultais, quando no plano da Moira cavalgais em júbilo em um grande carro, com glória por vosso guia; até que tudo se complete, vosso redondo céu apontado, em justiça, esperança, e concluso laço de cuidado, os prazos absolvidos, prescritos pela antiga lei, de poder imenso, e simplesmente sem uma falha. Pois as Moiras sozinhas com visão irrestrita supervisionam a conduta da espécie humana. A Moira é o olho eterno e perfeito de Zeus, pois Zeus e a Moira discernem todas as nossas ações. Vinde, poderes gentis, bem-nascidas, benignas, famosas, Atropos, Lakhesis e Cloto chamadas; imutáveis, aéreas, que vagueiam pela noite, indômitas, invisíveis à vista mortal; Moiras que tudo produzem, que tudo destroem, ouçam, considerem o incenso e a prece sagrada; escutem estes ritos inclinadas a serem propícias, e afastem para longe a aflição, com mente plácida.

(tradução da Alexandra, do inglês de Taylor)

Lira Grega V, Anônima, Fragmento 1018, da Antologia de Stobaeus: 

Ouçam, Moiras (Destinos), que dos deuses se sentam mais próximas ao trono de Zeus e tecem em lançadeiras adamantinas incontáveis e inescapáveis esquemas de desígnios de todos os tipos. Aisa, Klotho e Lakhesis, filhas bem-armadas de Nyx (Noite), ouça nossas preces, vós que sois toda-terríveis deidades do céu e do mundo inferior; enviai-nos a rósea-florescida Eunomia (Ordem) e suas irmãs de trono brilhante Dike (Justiça) e Eirene (Paz) que usa a grinalda, e faça esta cidade esquecer-se de seus infortúnios que pesam ao coração.

(tradução de Alexandra, do inglês de Campbell)

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