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Atena

Hino Homérico XI: A Atena
Palas Atena salva-cidade começo a cantar
Deusa terrível, a ela com Ares concerne trabalhos de guerra
cidades arrasadas, o reboar da guerra, os combates;
Também salva a tropa que parte e retorna;
Salve, Deusa, dá-nos sorte e felicidade.

(tradução de Rafael Brunhara)


Hino homérico a Atena
Palas Atena, ilustre deusa começo a cantar,
a de olhos brilhantes, de muitos conselhos, de inexorável coração,
virgem temível, protetora de cidades, poderosa
Tritônia, a quem o próprio Zeus, próvido, gerou sozinho
da sacra cabeça, a portar áureas guerreiras armas,
e brilhantes. A todos os deuses veneração tomou,
que a viram diante de Zeus, que porta a égide,
saltar-lhe da imortal cabeça vibrando a lança aguda.
O próprio Olimpo tremeu sob o ímpeto grave da Olhos-brilhantes,
a terra em torno ressoou e o oceano em purpúreas ondas agitado
conturbou-se e súbito o mar salino estancou. Deteve
por longo tempo o preclaro filho de Hiperião
os celerípedes corcéis, até que, menina, as armas despiu
divinas dos ombros imortais
Palas Atena e riu Zeus próvido.
E, salve, filha de Júpiter, o que porta a égide,
de ti eu me lembrarei em outra canção.

(Tradução de João Angelo Oliva Neto)

Hino Homérico XXVIII a Atena:
Um tremor imenso correu o Olimpo frente ao poder da deusa de olhos cinzas, a terra ressoou terrivelmente de fora a fora, e o mar agitou-se na confusão de ondas revoltas. Mas de repente as águas detiveram-se, e o filho do esplêndido Hipérion conteve os seus cavalos de pés ligeiros por muito tempo, até que a virgem, Palas Atena, tirou a armadura divina dos seus ombros imortais, e Zeus perspicaz alegrou-se.

(tradução de José M. M. Macedo)

Hino Homérico XI a Atena:
Primeiro eu canto Palas Atena, deusa gloriosa, de olhos cinzentos, engenhosa e de coração implacável, virgem venerável, salvadora da cidade, robusta, Tritogênia, a quem Zeus perspicaz ele mesmo deu à luz da sua augusta cabeça, trajando ela armadura de batalha dourada, resplandecente: todos os imortais assistiram com espanto quando diante de Zeus que detém a égide ela pulou veloz da sua cabeça imortal brandindo sua lança afiada.

(tradução de José M. M. Macedo)

Hino Homérico XI - A Atena:
À Palas Atena, guardiã da cidade, eu começo a cantar. Temida ela é, e com Ares ela ama os feitos de guerra, os saques às cidades e os gritos de batalha. É ela quem salva as pessoas quando elas saem para a guerra e retornam. Saúdo-te, deusa, e dá-nos uma boa ventura, com felicidade!

Hino Homérico XI - A Atena (2ª versão):
Eu te saúdo, Atena, alfa e ômega dos homens,
Da sabedoria Tu te sentas no augusto trono;
Mais que punições, às ações humanas
Tu dás glórias e bençãos - como a graça
Que brilha nas tuas asas douradas.
Longa felicidade anuncia teu destino.
Tu encontraste o bom caminho, entre os infortúnios,
Tua luz varreu as trevas, Deusa da graça.

Hino Homérico XXVIII - A Atena:
Eu canto a Palas Atena, a gloriosa Deusa, de olhos brilhantes,
Inventiva, de coração aberto,
Virgem pura, salvadora das cidades,
Corajosa, nascida da água. O sábio Zeus deu-lhe a luz por ele mesmo
De sua temível cabeça, adornada em armamento bélico
De ouro reluzente, e o terror tomou conta de todos os deuses assim que a fitaram.
Mas Atena surgiu rapidamente da cabeça imortal
E se pôs diante de Zeus que segura a égide,
Agitando uma lança afiada: o grande Olimpo começou a vacilar de horror
Ao poder da Deusa de olhos brilhantes,
E a terra girou em volta dos medrosos chorosos,
E o mar se moveu e se agitou com ondas escuras,
Enquanto a espuma se rompia repentinamente:
O brilhante Filho de Hipérion parou seus ligeiros cavalos por um longo instante,
Até a donzela Palas Atena despir-se da pesada armadura sobre seus ombros imortais.
E o sábio Zeus estava contente.
E então saúdo a ti, filha de Zeus que segura a égide!
Agora eu me lembrarei de ti e de outra canção também.

Hino Homérico XXVIII - A Atena (2ª versão):
Eu começo minha canção a Pallas Atena, ilustre deusa de olhos cinzentos penetrantes.
Astuciosa, Ela, com um coração inexorável, modesta Virgem, Protetora da cidade! A valente Tritogeneia foi despertada por Zeus, a sábia de sua própria testa aterradora, com as ferramentas de batalha em seu braço, resplandecente e dourada: Todos os imortais ficaram atordoados.
Sem demora ela saltou do crânio sempre-existente para vir diante de Zeus, mestre da égide, com a afiada lança trepidando em sua mão.
O poderoso Olimpo começou a girar insanamente pela potência dela, aquela de olhos-cizentos.
De cada direção da terra soltou-se um grito refrigerante.
Ondas, profundezas e trevas, se elevaram no agitado oceano.
O brilhante filho de Hipérion trouxe seus velozes corcéis para descansar, esperando bastante, até que a Donzela despisse seus incorruptíveis ombros da armadura divina...
Ela, Pallas Athena! A sábia do Zeus escarnecido!
É por isso que eu digo também: Salve a ti, Filha do Zeus empunhador-da-égide!
Mesmo quando canto uma canção diferente, eu sempre me lembro de ti!

Hino a Atena, de Orfeu:
A Palas, com um incenso de ervas aromáticas:
Única nascida do pai, nobre raça de Zeus, abençoada e feroz,
Que se alegra em andar pelas cavernas;
Ó Palas guerreira, cuja ilustre gentileza inefável encontramos, magnânima e célebre;
O ápice rochoso, os bosques e montanhas sombrias se regozijam;
Com as Erínias atormentas os exércitos exultantes e selvagens,
E as almas dos mortais tu inspiras.
Virgem atlética de mente terrível, abençoada e gentil,
Mãe das artes, impetuosa, compreensível,
Ira para os malvados, sabedoria para os bondosos;
Fêmea e macho, as artes da guerra são tuas, ó deusa
Sobre os gigantes de Flegran demonstraste tua ira,
Tuas maldições dirigiste e com destruição os aterrorizaste;
Espirrada da cabeça de Zeus, de esplêndido aspecto,
Expurgadora de males, rainha toda-vitoriosa.
Escuta-me, ó Deusa, quando a ti eu oro,
Com voz suplicante, tanto de noite quanto de dia,
E na minha última hora, dê-me paz e saúde,
Tempos propícios, e a prosperidade necessária;
E que todo o meu presente seja dedicado para a cura;
Ó, implorada, mãe da arte, donzela dos olhos azuis.

Hino Órfico à Palas Atena
Eu canto à Palas Atena, guardiã da cidade, a temível,
Que com Ares cuida das ações bélicas,
Dos saques às cidades e das batalhas de guerra.
Ela salva os soldados que vêm e se vão.
Seja bem-vinda, ó Deusa,
Dê-me sorte e satisfação.

(traduções da Alexandra)

Carmina Convivialia, Fragmento 1
Palas Tritogênia, Senhora Atena,
Corrige essa cidade e os cidadãos,
Livra-nos de dores e sedições
E mortes precoces, tu e teu pai.
(tradução Rafael Brunhara)

trecho de "Íon" de Eurípides (452-471)

Alheia às dores do parto, minha Atena, eu te rogo, que vieste à luz pelo Titã Prometeu do topo da cabeça de Zeus, abençoada Vitória, vem à casa de Pito, voando dos aposentos dourados do Olimpo até essas vias onde o apolíneo lar central da terra* profere os seus oráculos em meio à dança ao redor do tripé; tu e a filha de Leto, duas deusas, duas virgens**, irmãs veneráveis de Apolo. E vós, mulheres, rogai a elas que seja concedida à antiga tribo de Erecteu uma clara promessa mântica de fertilidade, embora extemporânea.
(tradução de José M. M. Macedo)
*lar central da terra - mesomfalos hestía
**duas deusas, duas virgens - dúo theaì dúo parthénoi

trecho de "Íon" de Eurípides (452-471)

E a ti, minha Pallas, donzela marcial, eu chamo: ó, ouça a canção! Tu, a quem o Titã da cabeça de Zeus, Prometeu, retirou; brilhante Vitória, vem, descendo do teu trono dourado acima, precipita-te, deusa, à cúpula pítia, onde Febos, do seu santuário central, dá o divino oráculo, pela donzela em delírio repetido, no sagrado tripé sentado. Ó, apressa-te, deusa, e contigo tragas a filha de Leto, virgem tu e virgem ela, irmãs do rei de Delfos; Ele, virgens, deixe vossos votos implorar, que agora esse poder oracular puro irá à linha ancestral de Erecteu declarar a bênção de um herdeiro há muito esperado!
(tradução da Alexandra a partir do inglês de Robert Potter)

Hino a Atena, de Proclus

 Filha de Zeus portador-da-égide, divina, 
 Propícia a tuas preces votivas te inclinas,
 Da fronte do grande pai supremamente brilhante,
 Saltaste para a luz como um fogo ressoante.
 Deusa que porta o escudo, ouça, a quem desfrutar
 De uma mente valorosa e com poder de o forte domar!
 Ó, surgida de um poder sem par, com alegre mente
 Aceita este hino; gentil e benevolente!
 Por tuas mãos, os portões sagrados da sabedoria
 São amplamente abertos; e a ousada companhia
 De gigantes ctônicos, que em ímpia batalha armados
 Luta com teus parentes, por teu poder foram derrotados.
 Uma vez, por teu cuidado, como cantam poetas sagrados,
 O coração de Baco, rei rapidamente assassinado,
 Foi salvo no éter, quando, com um feroz fogo,
 Os Titãs contra sua vida conspiraram logo;
 E com incansável ira e sede por sangue coagulado,
 Suas mãos e membros em pedaços foram destroçados: 
 Mas, sempre atenta à vontade de teu pai ver,
 Teu poder o preservou de a doença lhe abater, 
 Até dos secretos conselhos de seu pai Zeus,
 E nascer de Semele através do fogo dos céus,
 O Grande Dioniso ao mundo apresentado
 Novamente apareceu com ânimo renovado.
 Uma vez, também, teu machado de guerra, em inigualável hora,
 Sacou de seus pescoços selvagens as cabeças fora 
 De furiosas bestas, e assim ficaram as pestes destruídas
 As quais há muito deixavam a onividente Hécate aborrecida.
 Por ti o poder do grande Zeus se ergueu
 Para guarnecer os mortais com um deleite seu:
 E toda a largura da vida e a vária extensão dela dominas
 Cada parte para embelezar com tuas artes divinas:
 Revigorados, portanto, por ti, encontramos
 Um demiurgo impulso na mente que levamos.
 Torres altamente erguidas, e fortes para proteção,
 A ti, temível deidade guardiã, pertencem então,
 Como símbolos próprios da altura exaltada
 Estas séries entre os pátios de luz são clamadas.
 Terras amadas por ti são dispostas a aprender,
 E Atenas, ó Atena, é tua a reaver!
 Grande deusa, ouça! e, na minha mente escurecida
 Verta tua luz pura em ilimitada medida;
 - Tua sagrada luz, Ó toda-protetora rainha,
 Que irradia o eterno de tua face serena: 
 Minha alma, enquanto vagueia pela terra, inspira
 Com o abençoado fogo de tua própria e impulsiva pira; 
 E a teus relatos, místicos e divinos, dê
 Todos os poderes com sagrada luz resplandecer. 
 Dê amor, sabedoria e um poder de amar de fato,
 Com incessante inclinação aos reinos do alto; 
 Assim como, inconsciente do controle da base terrena,
 Gentilmente atrai a alma que o vício domina;
 Da região escura da noite, ajude-a a se retirar,
 E, mais uma vez, conquiste o palácio de seu lar:
 E, se em mim vier alguns infortúnios causticantes,
 Remova a aflição, e abençoa esse teu suplicante.
 Deusa que tudo salva, às minhas preces te inclines!
 Nem deixai essas hórridas punições serem minhas
 As quais culpadas almas no Tártaro confinam,
 Com grilhões atados a seus solos infernais,
 E presos pelas enormes portas de ferro nos umbrais.
 Ouça-me, e salva (pois o poder é todo teu aqui)
 Esta alma desejosa de pertencer somente a ti.
(tradução e rimas de Alexandra a partir do inglês de Thomas Taylor)

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