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Thargelion (Panemos)

THARGÉLIA (Θαργήλια)  - o Thargelia, que é provavelmente idêntico ao antigo Thalysia (Oferta dos Primeiros Frutos), é um festival da colheita, celebrado quando o milho é debulhado. Embora em muitos casos o tempo varie de fazenda a fazenda e coincida com a real conclusão da colheita (maio ou junho), uma vez que este é um festival para Apolo (como um guardião de safras), ele nominalmente ocorre no sétimo dia, Seu aniversário. O festival tem duas partes: purificação e oferenda. O sexto dia (o aniversário de Sua irmã, Ártemis) é um dia de purificação, e dois homens (preferivelmente sem atrativos), os Pharmakoi (Bodes-Expiatórios), que foram alimentados pelas pessoas, são conduzidos pela cidade, e depois afugentados por ramos de figo e bulbos de cebola (venenosos/tóxicos e usados para a purificação). Um dos Pharmakos usa um colar de figos negros, o qual representa os homens da cidade, e o outro usa um colar de figos brancos, representando as mulheres. O dia seguinte é para a oferta dos primeiros frutos ao Deus; o Thargelos é feito com milho fervido e outros vegetais em um pote. Há disputas separadas de cantoria de hinos, para coros masculinos de homens e de meninos; os vencedores recebem um trípode, o qual eles então dedicam ao Deus.

BENDÍDEIA (Βενδίδεια) - festival realizado na Trácia, dedicado à Bendi, deusa da lua e da fertilidade, que corresponde a Ártemis. O festival consistia de corridas de tochas a cavalo e de procissões indo para o templo de Pireus. O santuário de Bendis ficava na colina Mounykhia, perto do templo de Ártrmis. Ela era representada como uma caçadora. Heródoto escreveu que as mulheres trácias ofereciam trigo a ela.

KALLYNTÉRIA (Καλλυντήρια) - este é um festival pequeno, mas bastante importante em Atenas. Kallynteria é o festival da "Varredura" e é o dia em que as mulheres varrem o templo de Atena, e Sua chama eterna é recarregada e reacesa pelas sacerdotisas.

PLYNTÉRIA (Πλυντήρια) - Este é o festival para lavar (plynteria hiera) a estátua antiga de Atena Polias, Guardiã da Cidade (Polis); banhar imagens sagradas era um costume comum na Grécia e em outros lugares. O dia é considerado desafortunado (apophras) porque a Deusa está ausente da cidade; ele produz a ruptura da ordem normal, um vazio entre o velho e o novo. As mulheres retiram o peplos (manto) e as jóias da imagem antiga de Atena, a qual é então envolta e carregada em uma procissão para o local da lavagem. A procissão é conduzida por uma mulher carregando um cesto de tortas de figo, já que o figo é um antigo símbolo de fertilidade e foi a primeira comida cultivada; os doces devem ser oferecidos à Deusa no litoral. Epheboi (jovens rapazes) montados podem também acompanhar a imagem coberta. Ela é trazida ao litoral (porque deve ser purificada em água corrente, especialmente água salgada), onde é banhada por duas garotas, as Loutrides (banhistas); o peplos pode ser limpo ao mesmo tempo que a estátua (talvez por um sacerdote). Nesse começo de noite, a Deusa é reconduzida ao templo em uma procissão à luz da tocha e é coberta com o peplos limpo e adornado com Suas jóias. Apenas as Loutrides e as mulheres que vestem e despem a Deusa são permitidas de vê-la nua. A estátua antiga era de tamanho humano ou menor, entalhada em madeira de oliveira, e provavelmente mostrava a Deusa sentada e sem armas. Ela usa uma alta e dourada stephane (coroa) e podia ter uma Gorgoneion (cabeça de górgona, da Medusa) em seu peito.


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