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Abril a Dezembro 2010

  • Pesquisador britânico diz ter desvendado o 'Código de Platão' (BBC, tradução do Estadão) - 30 de junho
  • Traços de Zeus Ypsisto em Kozani (Fonte: To Ethnos, visto em Tropaion, tradução de Alexandra) - 29 de julho: "As escavações em Akrine de Kozani identificaram um prédio público que talvez seja um santuário associado com o culto do Zeus o Mais-Elevado (Υψιστου Δία). Arqueólogos desenterraram restos de colunas, bases, um altar e cunhas (pedras angulares), assim como um fundamento de uma construção grande ou de mais construções que provavelmente formavam um único bloco. Apresentando o relatório das escavações num recente simpósio sobre o trabalho arqueológico na Macedônia ocidental, o arqueólogo Konstantinos Moschakis conectou esses achados com uma inscrição em relevo de Zeus onde se lê "Διί Υψίστω", que também foi encontrada em Akrine."
  • Jogos esportivos femininos antigos para Hera recriados em Samos (de ana-mpa, tradução de Alexandra) - 24 de agosto: "Atletas e voluntárias se vestiram como carregadoras de tocha da antiguidade nesta sexta-feira, 20 de agosto de 2010, para participar de um dos vários eventos recriando um antigo festival em honra da deusa Hera (Heraion), que era realizado no porto de Pythagorion, ao leste da ilha de Samos no Egeu. O festival antigo a Hera servia como um evento esportivo para mulheres, e data de cerca do ano 200 AEC. Os jogos eram organizados a cada quatro anos. As atletas se envolveram em uma corrida noturna, seguindo um caminho antigo, que começa no templo de Hera e termina no porto, onde se acendem as chamas das tochas."
  • Palácio de Odisseu encontrado na ilha de Ítaca (Fonte: Agencia 'Sofia News'. Clique AQUI para ver o relato completo em inglês. Resumo visto AQUI. Tradução de Alexandra.) - 24 de agosto: "Arqueólogos gregos afirmam ter encontrado o palácio de Odisseu durante escavações na ilha de Ítaca. O arqueólogo Thanasis Papadopulos, líder da equipe de escavação em Ítaca por 16 anos, disse que sabia o exato local das ruínas desde 2006. "Encontramos um palácio de três níveis com uma escadaria esculpida dentro da rocha", disse, acrescentando que também encontraram um poço de mais de 13 séculos AEC, quando a Guerra de Tróia deve ter acontecido. De acordo com os arqueólogos, as descobertas são idênticas às descritas na Odisseia de Homero, presumivelmente escrita por volta do século 8 AEC." 
  • Restauração do templo de Atena Nike completada (Fonte: Angelos Tzortzinis da AFP pelo Ekathimerini. Tradução de Alexandra. Outra fonte mais detalhada veja o Google News.) - 03 de setembro: "O Templo de Atena Nike terminou de ser reconstruído em toda sua glória esta semana, depois dos especialistas completarem outro estágio do programa de restauração da Acrópole. O monumento iônico foi o último sítio a ser restaurado como parte do projeto que começou em 2001 e custou 42.6 milhões de euros. O governo se comprometeu em maio a seguir com o projeto apesar dos problemas de dívidas da Grécia." [foto ao lado]
  • Descoberta com Apolo conta uma nova história (Fonte: Science Daily, com foto do sinete no link, tradução de Thiago.) - 20 de setembro - Um raro anel de assinatura em bronze com o rosto do deus grego do sol, Apolo foi descoberto em Tel Dor, no norte de Israel, por escavadores da Universidade de Haifa:  “Uma peça de arte de alto nível como esta, indubitavelmente feita por um artista de alto nível, indica que as elites locais desenvolveram um gosto por boa arte e a capacidade para pagá-las enquanto viviam em cidades provincianas e não apenas nas cidades capitais do mundo helenístico" , explica a dra. Ayelet Gilboa, líder do departamento de arqueologia da Universidade de Haifa, que liderou as escavações em Dor junto com o Dr. Ilan Sharon da Universidade Hebráica de Jerusalém. / Quando o anel foi recuperado de uma vestígios de uma cova próximo de uma estrutura helenística, ele estava coberto por camadas de terra e corroído, e os arqueólogos não tinham qualquer indicação que pudesse revelar a forma da figura lendária. Apenas depois que o anel foi limpo no laboratório de conservação e restauração no Instituto de Arqueologia da Universidade Hebráica de Jerusalém, foi que o perfil do jovem imberbe de cabelos longos e adornado com a coroa de louros foi revelado. O anel foi examinado pela Dra. Jéssica Nitschke, professora de arqueologia clássica na Universidade de Georgetown, em Washington, e por Roberta Martin, professora assistente de arte da Universidade Estadual do Sudeste de Missouri, ambas foram parceiras nas escavações de Tel Dor. Ambas confirmaram que a imagem é de Apolo, um dos mais importantes dos deuses olímpicos da mitologia grega, deus do sol, da luz e música. / O contexto arqueológico e o estilo do anel data de antes do século IV ou III AEC. Este tipo de anel era usado como um selo ou foi dedicado para o templo de deus impresso nele. Muitas das peças de arte originárias do oriente próximo ainda hoje são de origem desconhecida estão sendo levadas ilegalmente para o comércio de antiguidades, ou compradas por museus e colecionadores antes que as pesquisas científicas comecem. / O anel também apresenta personagens cosmopolitas de sua região anteriores a 2300 anos atrás. Apesar dos danos sofridos através dos séculos, a qualidade do anel é facilmente reconhecível. O precioso objeto foi encontrado na mesma região em que uma grande gema com uma imagem de Alexandre o Grande gravada e um raro e requintado piso em mosaico helenístico foram encontrados durante os princípio da temporada de escavações. / Todas estas descobertas muito provavelmente estão conectadas com uma estrutura próxima que está sendo escavada; os recursos arquitetônicos indicam que esta é uma estrutura da alta sociedade. / Estas descobertas demonstram que a circulação de objetos de arte não era restrita às capitais do mundo helenístico no oriente, como Alexandria no Egito ou Antióquia e Selêucia, na Síria,onde a população era essencialmente de gregos, mas também crescia em muitos centros, com Dor, que inicialmente foi habitada por fenícios. / Dor teve um porto importante na costa do Mediterrâneo de 2000 AEC até 250 EC. Peças de arte de estilo grego, como o anel de assinatura e pequenas gemas, começaram a aparecer no oriente já no tempo do império persa ( século Vi a IV AEC) e voltou a ser comum após a conquista da região por Alexandre, o Grande,passando por Dor na sua viagem de Tiro para o Egito em 332 AEC. Depois que a cidade de Dor voltou a ser um centro da cultura grega em Israel, e que a cultura deixou suas marcas depois de Dor ter sido conquistada por Alexandre Janeus rei da Judéia, por volta do século I AEC na seu impacto é evidente, na época romana. / Tel Dor está localizada próximo a praia de Dor (Tantura), entre Haifa e Tel Aviv. Escavações estão sendo continuamente realizadas há mais de trinta anos e está em vias de ser declarado um Parque Nacional pela autoridade israelense de Parque e Natureza. A universidade de Haifa e a Universidade Hebráica têm colaborado nas escavações com a equipe liderada pela professora Sarah Stroup na Universidade de Washington em Seatle e a equipe dirigida pela Dra. Elizabeth Bloch-Smith da Universidade São José, na Filadélfia. Mais de 130 pesquisadores, estudantes e voluntários de Israel e dos Estados Unidos participaram da temporada de escavações em 2010. O anel foi descoberto em uma área de escavações dirigida por Yifath Shalev e Hagas Ben-Best, um candidato a PhD e graduado do departamento de arqueologia da Universidade de Haifa. As escavações em Tel Dor são financiadas pela Fundação Goldhirsh, nos Estados Unidos e pela Fundação Berman de Arqueologia Bíblica e pela Fundação de Ciências de Israel."
  • Como os antigos helenos honravam os heróis (de Winnipeg Free Press, tradução de Diego Vilaça) - 11 de outubro: Os indivíduos e as famílias constantemente refletiam sobre os feitos de seus antepassados. O comportamento de seu pai, seu avô e dos membros de suas gerações anteriores era guia para suas ações. O que uma pessoa da Antiga Hélade pensaria sobre o Dia de Finados? Ele ou ela não teria objeções quanto a isso, mas veria esse dia apenas com uma parte de um processo maior pelo qual a lembrança pública deve ser acompanhada pela reflexão privada, como um pensamento específico sobre os membros da família que morreram. Uma antiga cerimônia grega em lembrança dos mortos provavelmente seria na forma de uma cerimônia religiosa: uma procissão culminando em uma reunião pública no templo do deus/a patrono/a do local. As duas maiores guerras travadas na Grécia antiga foram as Guerras Médicas (490, 480 até 479 A.E.C.) e a Guerra do Peloponeso (431 até 404 A.E.C.). Ambas fornecem informações sobre como os gregos antigos lembravam publicamente os mortos de guerra. Em 480 A.E.C., o rei espartano Leônidas liderou um pequeno grupo para impedir que os persas entrassem na Grécia através da passagem das Termópilas. Os espartanos retiveram os persas na baía durante dois dias. Entretanto, os persas romperam a barreira espartana, matando Leônidas e seu exército. Essa é a história contada pelo filme "300". A cultura espartana era militar por excelência e um desempenho honrável em uma batalha era de crítica importância. "Ou com seu escudo ou sobre ele" era um famoso ditado espartano que indica que morrer em batalha era uma coisa boa, honrosa. As mães espartanas diziam este ditado para seus filhos que partiam para a guerra. Por causa de seu sacrifício, Leônidas permanece até os dias atuais o espartano mais conhecido. Ele conseguiu ganhar tempo suficiente para que os gregos pudessem se preparar para uma batalha formal contra os persas. Leônidas e seus homens foram lembrados de várias maneiras. Além das histórias que os gregos espalharam sobre a bravura de Leônidas, eles construíram um monumento aos espartanos, contendo um epitáfio composto pelo célebre poeta Simonides: "Estrangeiro, diga aos espartanos que aqui / Mentimos, obedientes aos seus comandos".  Os "comandos" foram de ganhar ou morrer lutando. Bater em retirada nunca foi uma opção. Termópilas tornou-se o primeiro local de batalha que os viajantes gostariam de visitar, para contemplar o memorial e ler as palavras de Simonides. Um moderno, mas elaborado monumento, desde então tem sido construído, com uma estátua impressionante de Leônidas. Mas esses monumentos eram raros, assim como fundos públicos limitados eram destinados aos templos e à infraestrutura. A tradição oral e, mais tarde, as historias escritas, desempenharam papel dominante na lembrança pública. Na geração após Termópilas, Heródoto, chamado "pai da historia", escreveu sobre as Guerras Médicas e leu seus textos nos festivais públicos, incluindo eventos esportivos. Leônidas tornou-se uma figura de admiração em toda a Grécia e Esparta foi, assim, vista como defensora da liberdade grega. O regente persa Xerxes teria ordenado a profanação do cadáver de Leônidas como um aviso aos gregos, o que não funcionou. O historiador ateniense Tucídides forneceu uma perspectiva diferente quando ele registra a resposta ateniense às suas primeiras vitimas da Guerra do Peloponeso. O falecido foi exibido em publico para que todos pudessem prestar suas homenagens a ele. Em seguida, o político Péricles entregou seu elogio. Ele falou brevemente sobre o falecido, elogiando-o. A maior parte de seu discurso - que teria levado várias horas - foi focada em porque os homens morreram. Péricles impressionou tanto seu publico que eles lutaram para defender a democracia. No caso das esposas, mães e filhas atenienses, que estavam de luto pelos soldados falecidos, entenderam a importância da preservação da democracia, apesar do fato de elas não terem participação direta na preservação da mesma, pois elas não podiam votar nem exercer cargos públicos. Elas estavam encarregadas de passar suas memórias para as próximas gerações. A lembrança dos falecidos serviria com uma memória igual, e na opinião ateniense, mais importante do que o monumento a Leônidas e aos espartanos. Os atenienses honravam os seus mortos de guerra de outra maneira: os filhos dos falecidos recebiam apoio financeiro do Estado até que atingissem a maioridade. Este foi, com efeito, o primeiro programa social financiado pelo governo. As histórias escritas por Heródoto e Tucídides teriam servido de substitutas para uma cerimônia regular de comemoração. Os gregos antigos que tinham a sorte de ser letrados devotavam-se a um estudo aprofundado dos historiadores antigos como um meio de entender quem lutou e por quê. (James T. Chlup é professor-assistente de história antiga do Departamento de Estudos Clássicos da Universidade de Manitoba, Canadá.)
  • 2.500 anos da Batalha de Maratona (Fonte: BBC, tradução/resumo de Alexandra). - 31 de outubro: Em 490 AEC, o exército ateniense derrotou os persas na Batalha de Maratona. Conta-se que um mensageiro chamado Fidípides correu os 42 kms até Atenas para anunciar a vitória. Este domingo, comemorou-se os 2.500 anos do evento com uma corrida na mesma rota de Fidípides. Mais de 12.500 pessoas participaram do percurso. Trata-se de uma corrida difícil, pois os 32 primeiros kms são na maioria uma subida. A lenda diz que Fidípides caiu e morreu de exaustão e desidratação depois de correr. Um homem do Quênia e uma mulher da Lituânia venceram a corrida. Esse aniversário oferece à Grécia a chance de cobrir-se no brilho do seu passado glorioso e escapar temporariamente da camisa-de-força depressiva da sua situação econômica.
  • Imagem de Afrodite Nua causa Discussões em Chipre (Fonte: Yahoo News, tradução de Thiago Oliveira) - 23 de dezembro:  Ela pode ser a deusa grega do amor, mas a figura de Afrodite nua no novo passaporte de Chipre colocou mais corações na briga. Diplomatas cipriotas estão furiosos com o Ministério das Relações Interiores por não consultar o ministro Ministério das Relações Exteriores do país depois da emissão de passaportes com a representação de uma deusa nua que poderia ofender culturas estrangeiras conservadoras.  “Há a preocupação que civis e diplomatas possam ter problemas, particularmente viajando para as culturas islâmicas muito conservadoras” escreveu o oficial Phileleftheros do jornal diário nesta quinta-feira, 23 de Dezembro. O Ministro das Relações Interiores disse ao jornal que já era tarde demais para mudá-lo. Os mitos locais contam que Aprodito emergiu das águas do mar na crista das espumas ao largo da ilha mediterrânea. A imagem nos novos passaportes biométricos são inspiradas numa estátua em mármore grego de Afrodite completametne nua no Museu de Chipre, localizado na capital Nicosia.
  • Igreja Orotoxa Búlgara protesta contra Imagem de Apolo (Fonte: Sofia News Agency, tradução de Thiago Oliveira) - 29 de dezembro: A Igreja Ortodoxa Búlgara tem reagido fortemente contra a intenção de autoridades da cidade de Sozopol para erguer a estátua do antigo deus Grego Apolo. As autoridades municipais de Sozopol decidiram reconstruir a estátua de Apolo de 13 metros que existia em tempos antigos na entrado do porto da cidade. O Bispo Sliven Yoanikiy, membro da diocese de Sozopol todavia tem protestado vigorosamente, declarando que a iniciativa tem como objetivo a restauração do culto pagão do deus. O bispo acredita que a estátua de Apolo será um projeto anticristão que "incorrerá em prejuízos espirituais e morais irrecuperáveis para Sozopol e seus cidadãos” e ainda chama os cristãos da cidade para se colocarem contra o projeto. Em declaração a impresa, o bispo Sliven disse que Sozopol foi um centro cristão por dois mil anos e que sua população não tem nada a ver com o antigo culto pagão da polis conhecida como 'Apollonia Pontica'. “É inaceitável para a Bulgária Ortodoxa, que adotou o cristianismo há mais de 1140 anos atrás, restaurar o culto pagão destes ídolos. A declaração do prefeito Reyzi de que a estátua de Apolo em Sozopol será semelhante à do Rio de Janeiro ou Barcelona é infundada porque estas cidades têm estátuas de Jesus Cristo e não de algum deus pagão”, disse o bispo Yoanikiy. No verão de 2010, Sozopol esteve nas manchetes com as descobertas das relíquias de São João Batista lá.
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