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Notícias 2011

# 22 de janeiro de 2011: Histórias em argila: Decifrando a antiga cerâmica grega

Nos dias da Grécia antiga, uma grande quantidade de cerâmica fui produzida para atender a todas as necessidades básicas da vida diária. Em "How to Read Greek Vases" (Yale University Press, 2011), Joan Mertens, curador de arte grega e romana no Metropolitan Museum of Art, em Nova York, leva os leitores através de 35 exemplos notáveis. Aqui, Sr. Mertens compartilha detalhes sobre um vaso terracota de 13 polegadas de altura com pescoço do tipo ânfora, um frasco de armazenamento feita em Atenas cerca de 540 a.C.

De cerca de 700 a.C. a 530 a.C., a pintura de figura-negra foi a técnica predominante nos vasos gregos. As figuras e outras decorações foram pintadas com uma preparação de argila líquida, e os detalhes foram adicionados com linhas incisas, um processo extremamente complexo, especialmente em superfícies convexas. Os vasos foram então queimados em forno, resultando no contraste entre as áreas pretas pintadas e ,
o fundo alaranjado (a cor natural da panela de barro).

O corpo do vaso mostra um encontro mítico entre Hércules e Gerião. O grande herói grego Hércules, a seguir, visa uma flecha em Gerião adversário no lado oposto do vaso, que é composto por três corpos. (Um dos trabalhos de Hércules foi a obtenção do gado de Gerião, que vivia além das extremidades da terra.) O artista tomou prazer evidente na articulação de elementos, como a pele de leão amarrada sobre o peito de Hércules. A localização é excepcional: A história de Hércules e Gerião mostrava alguma popularidade na pintura de vasos, mas o acordo, no momento era mostrar ambas figuras em um lado do vaso. Tendo um de cada lado, enfatizando tanto a forma como o assunto.

A forma do vaso, junto com seus punhos, revela o seu propósito. O hydria, uma jarra de água, tem duas alças horizontais na parte lateral para o levantamento e um punho vertical na parte de trás para derramar. Vasos para armazenamento, como este, têm duas alças para levantamento, frascos de armazenamento de líquidos geralmente guardavam, mel, óleo e também produtos secos, como grãos ou alimentos pequenos, como azeitonas.

A decoração no pescoço (também em detalhe, abaixo) nos leva ao campo da observação cívica. Uma procissão de homens carregam objetos desconhecidos, talvez a carne de um sacrifício. A imagem pode ser vinculada a figuras míticas sobre o corpo do vaso. A história de Hércules e Gerião tem sido associada com a colonização grega e do comércio, de modo a procissão pode refletir uma cerimónia relacionada com algum risco. Porque viajar é tão perigoso, as ofertas foram feitas muitas vezes antes de uma viagem.

A forma barriguda forma deste vaso -relativamente desequilibrado- deixou uma vasta extensão para o artista poder retratar Gerião e seus escudos. Note como as pernas ficam mais estreitas assim que o vaso se estreita.

Outra característica marcante deste frasco é a completa ausência de um pé. A maioria dos vasos têm um firme apoio na parte inferior, em parte para ajudar na estabilidade. A falta de um pé aqui mostra que o oleiro, ou possivelmente seu dono, sentiu-se livre das convenções existentes da época e fez uma jarra instável. Alguns frascos com fundo estreito poderiam ser colocados em uma estante ou suporte.

(Por The Wall Street Journal - com imagens, traduzido por Rafael Garcia.)

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# 23 de Janeiro de 2011 - Túmulo Trácio encontrado no Nordeste da Bulgária

Peças trácias  em ouro e bronze foram escavadas por arqueólogos na cidade de Opaka, distrito de Turgovishte, no  nordeste da Bulgária, em 23 de Junho, de acordo com o canal de TV a cabo.  Durante as escavações, os cientistas encontraram túmulos trácios do século II AEC repletos de artefatos funerários.  Além disso, o sítio também rendeu outras descobertas originais: seis folhas de uma coroa de ouro e figuras em bronze, além de contribuir com mais provas que atestam a importância da cidade na região.

Como disse o arqueólogo e historiador, Stame Stanev do Museu de História de Popovo para a TV, “o defunto deve ter sido um personagem importante da cultura local em seu tempo. Todas as jóias em bronze e ouro e as estatuetas estavam depositadas apenas nos túmulos mais ricos”.

O corpo foi incinerado, mas os objetos fúnebres em torno foram preservados.  Os arqueólogos acreditam que estas peças possam ter uma importância exterior. Há duas cidades trácias próximas onde foram encontrados túmulos mais recentemente, que juntas foram um grande túmulo da acrópoles.  Todas as peças encontradas serão restauradas e transferidas para um museu. 

(Retirado DAQUI e traduzido e resumido por Th. Petraios)


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# 5 de fevereiro de 2011: "O Rabino Que Acredita em Zeus"
The Rabbi Who Believes in Zeus - http://www.huffingtonpost.com/rabbi-alan-lurie/why-all-intuitions-of-god_b_817435.html
Trechos que traduzi (Alexandra):
[...] Eu acredito em Zeus.

Não, não acho que há um imenso cara barbado de toga sentado num palácio em uma montanha no céu, procurando lançar raios ou abduzir mulheres lindas. Essa visão literal pode ter sido considerada por alguns gregos antigos, assim como algumas pessoas hoje em dia lêem suas histórias religiosas literalmente, mas isso não é como os grandes filósofos e pessoas educadas daquela época viam Zeus, e não é a intenção por trás daqueles que primeiro descreveram as muitas deidades gregas. Eu acredito em Zeus da mesma forma que Parmênides, Pitágoras, Platão, Heráclito, e - mais tarde - Plotino o fez: como uma visão poética de um verdadeiro aspecto do Divino. Platão deixa isso claro em Fedro, seu tratado espantoso sobre a natureza da alma, onde ele escreveu "Mas do céu o qual está acima dos céus, qual poeta terreno já falou ou falará dignamente? Lá reside a principal essência pela qual o verdadeiro conhecimento se interessa; o espírito sem cor, sem forma, intangível, visível apenas à mente, o piloto da alma."

Em outras palavras, acima dos construtos que os humanos fazem para descrever o reino espiritual, está um reino maior e mais verdadeiro que está além da nossa habilidade de adequadamente descrever ou compreender inteiramente. Zeus, como Platão bem sabia, é uma manifestação simbólica da essência do poder criativo, e aqueles que seguiam Zeus procuravam aprofundar essas qualidades, assim como os seuidores de Atena procuravam tomar parte das essências da sabedoria e do julgamento. Essas essências, como ensinava Platão, emanavam da mesma Fonte, e são implantadas no mundo físico. Pessoas que intuem essas essências dão formas a elas, que podem ser humanas em características, mas essas formas não são as essências. O panteão de deuses eram tentativas humanas para descrever a experiência espiritual de um jeito antropomórfico.
[...]

Há reinos de realidade para os nossos cinco sentidos, nossa frágil fisicalidade, e a evolução corrente de nossas mentes é incapaz de abarcar totalmente. Acessar o reino espiritual não-físico é através do dom da intuição, a qual é uma lembrança meio apagada do mundo do qual viemos, e que "fala" conosco em imagens e metáforas. Como James Watson descobrindo a realidade da estrutura de hélice dupla do DNA em um sonho de serpentes entrelaçadas, podemos acessar verdades profundas que aparecem como símbolos e metáforas. Há pessoas que, por uma variedade de razões, irão concretizar essas visões e insistir que essas imagens são literalmente verdadeiras, mas a visão inicial que trouxe essas visões para nós, seja Zeus, um homem com cabeça de elefante (Ganesha), ou um par de serpentes, não são descrições de pessoas ou objetos reais, mas são poesia mística que contém uma verdade.

Desta forma eu acredito em Zeus, como uma intuição humana de um verdadeiro aspecto do Divino. Poderiam perguntar se eu também acredito em Papai Noel ou no Gigante Verde da Jolly. A diferença aqui é que todo adulto sabe que o Papai Noel é invenção para agradar crianças e que o Gigante Verde foi desenhado para vender vegetais. Agora, poderiam então dizer que qualquer imagem de Deus é também uma invenção para agradar a parte infantil da nossa natureza que está confusa com o mundo e com medo de morrer, e que a religião foi designada para vender controle mental e submissão. Esses chavões, porém, não são sustentados pelos fatos da história ou de experiências reais de pessoas. Nenhum adulto desenvolveu uma crença e uma conexão significativa com o Papai Noel, enquanto incontáveis pessoas vêm encontrar a verdade e o relacionamento nas suas interpretações da tradição do reino icognoscível do Espírito. E ninguém nunca se debateu com as obrigações de ser caridoso e compassivo como exigência de uma lata de ervilhas, enquanto bilhões são elevados e apoiados por uma comunidade religiosa e uma tradição que alimenta os pobres, cuida dos enfermos, e conforta os aflitos.

Através da nossa história neste planeta, os humanos têm sabido que há um reino invisível, maior e verdadeiro, que fez a nossa realidade existir, e aqueles que tiveram um vislumbre desse reino têm tentado descrever suas visões. Zeus, como todas as representações do Divino que os humanos têm intuído, incluindo o Deus do monoteísmo, é parcial [...] -- percebida em vislumbres enevoados e oscilantes. Eu amo e honro essa busca, em seus passos vacilantes, imaginações de deidades poderosas, heróis inspirados, e histórias coloridas, porque isso representa nossos anseios mais elevados.
[...]
(rabino Alan Lurie)
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# 14 de fevereiro de 2011: "Tyche: o misterioso super-planeta no nosso sistema solar"
"Como relata Jesus Diaz para a Gizmodo, os astrofísicos da Universidade da Louisiana John Matese e Daniel Whitmire dizem que há um planeta quatro vezes maior do que Júpiter espreitando nosso sistema solar:
De acordo com eles, esse colosso está escondido na Nuvem de Oort -- a colméia de asteróides que formam a concha externa do nosso sistema pátrio, de um ano-luz de raio.
Por ora o planeta (ou hipoteticamente planeta) foi apelidado de Tyche. O jornal inglês Independente tem mais detalhes sobre sua existência (ou hipotética existência). Eis o que sabemos:

* Se for real, Tyche provavelmente consiste de hélio e hidrogênio.
* Ele não está exatamente escondido, só está muitíssimo longe. Os astrofísicos calculam que Tyche está a 15.000 unidades astronômicas da Terra. (Para dar uma perspectiva, a Terra está a 1 unidade astronômica do Sol.)
* Whitmire e Matese acreditam que a atmosfera de Tyche seria mais tipo a de Júpiter e que o super-planeta teria anéis, nuvens e luas.
* Se ele existir, pode ser renomeado, porque a União Astronômica Internacional tem a última palavra sobre os nomes dos planetas. Na mitologia grega, Tyche ('tyki') era uma deusa que determinava a fortuna/sorte e a prosperidade das cidades.

Dados espaciais da NASA (do Explorador para Pesquisa com Infravermelho em Campo Amplo -- WISE) serão a chave para descobrir se Tyche existe ou não. Uma primeira rodada de dados do WISE estarão disponíveis em abril, e Matese e Whitmire dizem que esperam provar a existência de Tyche dentro de dois anos de estudos reunindo dados da missão de sobrevivência espacial do explorador."
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# 20 de fevereiro de 2011: "Reencontrado em Atenas o altar aos 12 deuses construído há 2500 anos e enterrado sob uma ferrovia elétrica"

"Os arqueólogos gregos trouxeram à luz na área da Ágora, no lado noroeste da Acrópole de Atena, os restos do Altar aos Doze Deuses, considerado o principal centro da antiga cidade e um dos monumentos mais importantes da antiguidade. A redescoberta aconteceu durante os trabalhos para renovar a linha ferroviária elétrica no trajeto Pireus-Kifissias. O altar, onde se celebravam os principais deuses do Panteão helênico, foi construído em 552 AEC."

(por Pisistrato, enviado por Antonio e traduzido por Alexandra)


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# 14 de março de 2011: Mais de 2.500 helênicos reunidos na Ágora para defender o Altar Sagrado dos 12 Deuses


Neste domingo 13, mais de 2.500 pessoas se reuniram em protesto para evitar que o altar de 2.500 anos seja re-enterrado para construção de ferrovia. Após manifestação por e-mail e petições online vindas do mundo inteiro dirigidas ao Ministro da Cultura grego e à companhia ferroviária, chegou a hora de o público comparecer pessoalmente em defesa da nossa história e do valor cultural dessa grandiosa descoberta. O templo é um tesouro que não pode voltar a ficar na obscuridade. Principalmente para nós que ainda cultuamos os olimpianos.


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# 30 de março de 2011 - Encontrada tabuleta com o registro escrito mais antigo da Europa


Descoberta em um sítio ligado ao mito, num bosque de oliveiras do vilarejo de Iklaina, a tabuleta grega sobreviveu apenas por acaso, dizem os especialistas. As marcas nessa tabuleta de argila são o texto decifrável mais antigo conhecido da Europa. Considerada "mágica ou misteriosa" na época, a escrita sobrevive apenas por conta de uma pilha de lixo pego pelo fogo há cerca de 3.500 anos. Criada por um escriba micênico que falava grego, entre 1450 e 1350 AEC, a tabuleta foi a maior surpresa do projeto arqueológico. O diretor da escavação, Michael Cosmopoulos, diz que ela não deveria estar ali - primeiro porque não se achava que as tabuletas tivessem existido há tanto tempo assim, segundo porque tabuletas só tinham sido encontradas em palácios grandes e não numa 'cidade-satélite' (como Iklaina é para a Pylos do Rei Nestor citado na Ilíada). O arqueólogo diz que "esse é um caso raro onde a arqueologia encontra os textos antigos e os mitos gregos". A tabuleta traz marcas do sistema de escrita do Linear-B (que consiste de 87 signos, cada um representando uma sílaba), sistema este usado pelos micênicos para registrar questões econômicas de interesse da elite dominante. Na tabuleta, aparece um verbo relacionado à manufatura, e no verso nomes e números que devem ser uma lista de propriedade. Como se guardava apenas para aquele ano fiscal, não era para a tabuleta durar tanto. As tabuletas de argila não eram levadas ao forno, só eram secadas ao sol e, portanto, muito frágeis. Provavelmente alguém da época teria jogado esta num poço e queimado com o lixo, daí o calor a endureceu e a preservou. O lugar secundário onde ela estava pode indicar que a literatura e a burocracia do período micênico eram menos centralizadas do que se pensava. Nessa época, a habilidade de ler e escrever era restrita e era considerada pela maioria das pessoas como "mágica ou misteriosa". Só 400 a 600 anos depois é que a palavra foi desmistificada na Grécia.
(por National Geographic, traduzido e resumido por Alexandra)

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# 06 de abril de 2011 - Pesquisadores apresentam antigo 'computador' da era minóica


Minas Tsikritsis afirma que o objeto da era minóica descoberto em 1898 no sítio Paleokastro, no distrito de Sítia, da Creta ocidental, precedia o anunciado "Mecanismo de Anticitera" por 1.400 anos, e foi o primeiro "computador portátil" da história. Antigamente, os arqueólogos achavam que a matriz em madeira, desenterrada na região do Paleokastro, tinha símbolos relacionados com o sol e a lua, mas Tsikritsis diz que a imagem em relevo do lado direito do disco foi analisada e percebeu-se que ele servia como molde para construir um mecanismo que funcionava como um computador analógico para calcular os eclipses solares e lunares. O mecanismo foi também usado como relógio de sol e como instrumento para calcular a latitude geográfica.
(por Athens News, traduzido e resumido por Alexandra)




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# 17 de abril de 2011 - Pesquisa revela que a constelação "Draco" assinalava o começo do festival atlético ateniense


Há cerca de 2.500 anos, os atenienses celebravam o nascimento da deusa Atena com um grande evento. O festival Panathenaico era uma série de jogos atléticos, como corrida de carroças, arremesso de dardo, canoagem e pankratio (mistura de luta-livre com boxe), e era celebrado anualmente. Hoje, temos evidência que a astronomia desempenhava um papel nesses jogos. A Professora Efrosyni Boutsikas reconstruiu o céu sobre a acrópole de 2.500 anos atrás e descobriu que a constelação Draco (um feixe de estrelas que se parece um dragão-serpente) se erguia ali, no céu noturno. A Panathenaia acontecia durante a maior culminação de Draco estava visível dentro de uma a duas horas após o pôr-do-sol. Se observada do pórtico do templo Erechteion, os movimentos de Draco eram uma visão impressionante, visto que a constelação é uma das maiores no céu. As observações das estrelas eram mais acuradas do que as luni-solares, por isso cada pólis tinha seu próprio calendário com meses de nomes diferentes e tempos intercalados, garantindo que os deuses recebessem os sacrifícios na época correta do ano e que os peregrinos do mundo grego chegariam a tempo de participar dos ritos de culto. Draco está associado a Atena por ele ter sido jogado nela durante a batalha contra os Gigantes, quando ela o torceu e o arremessou para as estrelas. Todo verão, a elevação dessa constelação assinalaria o nascimento da deusa que colocou Draco lá em cima: Atena.
[por Heritage News (vide o link para imagens), traduzido e resumido por Alexandra]

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# 17 de abril de 2011 - Politeístas: No que eles acreditam?


Conhecendo um seguidor da "religião grega", descobrimos que os politeístas não são gente bizarra que fazem rituais bucólicos nas montanhas vestindo trapos e usando sandálias. O aspecto teológico do politeísmo é baseado em um sistema mais amplo de valores e visão de mundo, que é inspirado em um relacionamento íntimo com o mundo natural. Não há livro sagrado, então não há princípios rígidos ou um código moral estrito ou separação entre o bem e o mal ou punição no pós-vida. A crença é flexível e há espaço para interpretações diferentes. Um politeísta pode acreditar na noção homérica de Hades enquanto outro prefira acreditar na reencarnação do círculo de Orfeu e dos pitagóricos. Os valores de um politeísta - como justiça ou bravura - emanam de conceitos filosóficos relacionados a deidades específicas. Você pode cultuar quaisquer deidades que escolher. Além dos 12 olimpianos, há outros deuses que não são considerados menores. A escolha é profundamente pessoal e depende da sua personalidade e estilo de vida. Se você vive na cidade, é mais provável que cultue Atena do que Pã, por exemplo. Também não há código de vestuário, você é livre para fazer o que quiser. Alguns se acham obrigados a se vestir no estilo grego antigo, mas nem todos vêem assim. Quanto a política, alguns são nacionalistas ou de direita, por acreditarem que a esquerda teria permitido o sequestro dos símbolos da antiga civilização, mas tem de tudo - de extremistas de esquerda aos de direita.
(por Ekathimerini, traduzido e resumido por Alexandra)

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#  16 de maio de 2011: Descoberta cidade grega do século VI AEC em escavações na Rússia


O que é considerado como uma descoberta original foi feito em Taman, sul da Rússia, no Mar Negro. As ruínas de uma antiga cidade grega, datada em torno do século 6 a.C., veio à luz.
Os arqueólogos estão atordoados tanto pelo número de achados quanto pelas condições que foram encontrados.
As escavações estão a proceder com extrema cautela, a fim de evitar danos à fortaleza da cidade antiga. Segundo os historiadores, supõe-se que as ruínas são o templo de Demeter, a antiga deusa da fertilidade e da agricultura, enquanto eles foram capazes de determinar o ponto exato do altar. Mas, o número de resultados induzem a acreditar que uma cidade inteira foi encontrada.
As condições das escavações estão sendo extremamente difíceis devido à forma de como o lugar é remoto, a falta de água corrente, o clima muito frio (até -25 °C durante a noite). Outra dificuldade é a falta de dinheiro, que no momento está sendo com ajudada por voluntários que estão pagando 13 € por dia, cada um, para participar.

(Por Archaelogy Daily, traduzido por Rafael Garcia.)

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# 17 de maio de 2011: Descoberto santuário à Deméter e Perséfone na Bulgária

Um templo da Grécia Antiga da deusa Deméter e sua filha Perséfone foi descoberto por uma equipe de arqueólogos búlgaros perto da cidade de Sozopol, no Mar Negro.
A equipe de arqueólogos do Prof. Krastina Panayotova encontrou o templo grego terça-feira durante escavações no Cabo Skamniy, onde os arqueólogos estão explorando uma muralha e uma igreja que faziam parte de um mosteiro bizantino imperial.
Panayotova explicou que as figuras e cerâmica encontradas em um local concentrado são uma prova clara do culto de Deméter e Perséfone.
"Viemos entre pedaços antes, mas desta vez a descoberta está concentrada em um único local, na parede da torre que foi construída acima dela. Que está ligado com o culto de Deméter e Perséfone. Como não existe uma igreja aqui, estamos naturalmente esperado um santuário da Antiguidade ", explicou o arqueólogo como citado pelo Focus.
O santuário fica perto do complexo do mosteiro "Santos Apóstolos e 20.000 mártires" construído na primeira metade do século 14 por Anastasios Paleólogo, irmão do imperador bizantino.
Sozopol, cujo nome, como uma antiga colônia grega foi Apolônia, era um reduto tradicional Bizantino durante a Idade Média, embora o seu interior estava nas mãos dos búlgaros. A própria cidade foi conquistada pelo Primeiro Império Búlgaro em Khan Krum em 812 d.C., mas foi mais tarde recuperada por Bizâncio.
Sozopol foi conquistado pelo Império Otomano Turco somente em 1459, seis anos após a queda de Constantinopla, arqueólogos búlgaros encontraram evidências de que o mosteiro "Santos Apóstolos e 20.000 mártires" foi incendiado e a cidade foi arrasada durante a invasão.
Sozopol parece ser um dos primeiros centros de cristianismo, como em 2010 o arqueólogo búlgaro Kazimir Popkonstantinov encontrou relíquias de São João Batista, na ilha de St. Ivan perto da cidade.

(Por Novinite e Examiner, traduzido por Rafael Garcia.)

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#13 de Julho de 2011: Arqueólogos descobrem moedas de Apolo na Bulgária

Arqueólogos Búlgaros e Franceses descobrem moedas de apolo datadas do Século IV AEC.  Arqueólogos búlgaros descobriram 30 modedas de bronze com imagems do dues grego Apolo datadas de período anterior ao século III ou IV  AEC. Eles a descobriram nas escavações  na Colina de Sta. Marina,  próximo ao Mar Negro, na cidade de Sozopol.  As moedas mostram a cabeça de Apolo de um lado e no verso Apolo sentado sobre o omphalos, o umbigo do mundo em Delfos.  As moedas, típicas da idade helênica, foram encontradas nos restos  de um vila  do século IV ou III AEC fora da polis grega de Apo
llonia, hoje chamada Sozopol.  A vila é a primeira com estrutura arqueológica  fora das dependências da Polis.

As escavações na colina de Sta. Marina começaram por volta de 2010 com o projeto franco-búlgaro chamado  “Apollonia-Ponto Euxino”, a forma como os gregos chamavam o Mar Morto na época arcaica e clássica. O objetivo do projeto é criar um mapa dos sítios arqueológicos  do Rio Ropotamo, Bulgária,  ao sul do Cabo Atiya, na cidade de Sozopol. As escavações próximas a Sozopol são lideradas pelo arqueólogo francês Alexander Bearlice  da Universidade Aix-Marseilles, Kristina  Panayotova do Instituto Nacional Belga de Arqueologia, Martin Gyuzley e Dimitar Nedev do Museu Arqueológico em Sozopol.


(Retirado DAQUI e traduzido por Th. Petraios)

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#15 de Julho de 2011: A primeira descoberta arqueológica de 2011

A primeira preciosidade arqueológica descoberta em 2011, a estrutura em  pedra do Santuário Perperikon, no sul da Bulgária, já é um fato confirmado, de acordo com o grande arqueólogo búlgaro  Nikolay Ovcharov.  As descobertas incluem uma magnífica cruz em bronze do século X ou XI EC e um medalhão em bronze com uma suástica e símbolos rúnicos.  O professor Ovcharov espera que no fim do verão as conexões entre a Acrópoles e o Palácio-Santuário possam ser melhor estudadas.

O arqueólogo ainda explica que o Ministro das Finanças, Simeon Djankiv, havia pedido o fim do projeto Perperikomn e de outros sítios vencedores do concurso 10 Milagres Búlgaros, promovido por um jornal búlgaro.

A cidade trácia de Perperikon é um antigo complexo arqueológico localizado 15 quilômetros ao norte da cidad de kardzhali. Acredita-se ter sido o sítio um santuário para o Dioniso amplamente conhecido na antiguidade.  AS atividades humanas na cidade são datadas de um período anterior a 5 000 AEC e na Idade Média o antigo Santuário tornou-se uma fortaleza chave, controlando o leste das Montanhas de Ródopes.

(Retirado DAQUI e traduzido por Th. Petraios)

 



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 #23 de Julho - Mosaico com Apolo é encontrado na Itália

Durante um trabalho de restauração no sítio Casa Dourada, um complexo construído por ordem de Nero localizado no centro de Roma, foi encontrado um mosaico contendo a imagem de Apolo acompanhado das Musas. Na foto ao lado pode-se ver o mosaico durante o processo de restauração. 


(Resumido DAQUI)






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#09 de Agosto- Mergulhadores exploram naufrágio de Lord Elgin

Uma equipe de mergulhadores na Grécia examinou o naufrágio de Mentor, embarcação inglesa que afundou em 1802 quando transportava peças em Mármores do Parthenon para Londres.  As esculturas, parte da coleção do Parthenon retirada e enviada para Inglaterra por Lord Elgin, foram recuperadas após o naufrágio e nenhuma peça mais foi encontrada nos últimos meses nem nas três últimas expedições, de acordo com  o ministro da Cultura e Turismo grego, em nota por e-mail.  

Três moedas antigas (sendo duas em prata e uma em bronze) foram encontradas nos destroços, bem como duas pistolas e instrumentos de navegação usados por  10 membros da tripulação, de acordo com o e-mail.  Exploradores marinhos como o francês Jacques-Yves Cousteau investigaram o navio com sua equipe em 1975, de acordo com o ministro.

Mentor, que se encontra próximo das Ilhas Kythira, no mar Mediterrâneo,  foi explorado de 6 a 15 de julho, financiada pelo Grupo de Pesquisa Kythera, uma instituição australiana.  Lord Elgin desmontou parte dos frisos do Parthenon no começo do século XIX levando-os de barco para a Inglaterra.  A Grécia reinicia sua campanha para reaver as peças em mármores, em posso do Museu Britânico, com a abertura do Novo Museu da Acrópole, em junho de 2009. (texto original AQUI )


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#16 de Agosto - Arqueólogos búlgaros encontram novo santuário na Trácia


Um santuário de pedras na Trácia datado do século V AEC foi descoberto por arqueólogos búlgaros na montanha de Ródopes. O santuário está localizado no sítio arqueológico da Fortaleza Kaleto, próxima da vilha de Koshnitsa, região sul da cidade de Smolyan. Esta fortaleza é a terceira da montanha onde se encontrou descoberta similar, segundo Nikolav Boyadzhiev, arqueólogo do Museu de Smolyan.

As escavações já iniciaram há um mês e são financiadas pela prefeitura local. Os arqueólogos encontraram um espaço interior anexado a muralha que eles acreditam ser uma sala de observação. O muro também, com mais de 2 metros de altura e bem preservado, é tido pelos pesquisadores como uma descoberta.

A fortaleza tem uma área de dois mil metros quadrados com oitenta metros de muro, revelados até agora. O muro foi construído no século VI EC pelo imperador bizantino Justiniano, O Grande, para proteger a rota central que ligava Ródopes e Grécia. Os pesquisadores também descobriram que a construção foi incendiada no século VII por tribos eslavas.

De acordo com Boydzhiev, as pesquisas mais recentes, mostram que o santuário desempenhava tal função até o período antigo; durante a era medieval passou a servir como fortaleza até ser finalmente desabitado depois do século X. Tais informações tem base numa série de peças em cerâmica remanescentes de vários períodos históricos.  Uma pesquisa maior no sítio deve começar em setembro num projeto que articula a Prefeitura de Smolyan em parceria com a Grécia. (Retirado DAQUI. Tradução e adaptação de Th. Petraios) 


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#06 de Dezembro - Crise atinge monumentos gregos

(Agência Reuters| Atenas, 06.12.2011) – Ao fim de um dia ensolarado na Acrópole, mês passado, Svein Davoy olhava encantado para as colunas do Parthenon brilhando ao crepúsculo.

“É maravilhoso! É onde a civilização ocidental começou. Certamente direi a meus amigos para vir à Grécia e ver tudo isso”, enfatizou o economista norueguês Svein Davoy, de 63 anos.  Davoy esteve com mais sorte do que imaginava.

O grupo representando seguranças e guardas de museus e sítios arqueológicos muito próximos de todos os monumentos por toda a Grécia, demitiram-se em uma disputa com o Mistério da Cultura e Turismo sobre o pagamento de horas extras.

A crise grega tem sido ruim especialmente para o turismo; visitantes pulam as grades e cercas para ver os monumentos mais de perto, viagens são restringidas devido a greves e tumultos, pondo em risco novas iniciativas culturais e até mesmo levantando a preocupação de muitos países sobre a segurança dos sítios arqueológicos mais preciosos.

Pavlos Yeroulanos, ministro de Cultura e Turismo, disse que o governo está fazendo o seu melhor para proteger a herança grega; ainda assim o ministério teve que cortar 2000 postos de emprego, muitos com contratos temporários,  desde que a dívida grega propiciou o início da crise, em 2009. O corte atingiu especialmente os menores museus, forçando muitos deles a reduzir seu horário de funcionamento, por exemplo.

“Tivemos um corte de 35% no nosso orçamento desde 2009, o que nos forçou a fazer mais com muito menos e a estabelecer novas prioridade”, disse Yeroulanos, em entrevista à agência Reuters. Exemplo deste caso é o Museu Arqueológico Nacional, em Atenas, que tem trabalho com cerca de 30% do quadro de funcionários. (traduzido e resumido DAQUI por Th. Petraios) 


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#22 de Dezembro Vasos áticos de Atenas inspiraram cerâmica cipriota

(Science Daily, 20.12.2011) – A cerâmica ateniense era exportada para oriente e ocidente. Para Chipre, a cerâmica foi exportada por mais de 300 anos e se tornou parte da vida cipriota, o que também inspirou os oleiros e pintores locais a criar suas próprias versões das imagens e enriquecê-las com elementos locais. Este é o tema de uma tese doutoral da Universidade de Gothenburg, na Suécia.

Niki Eriksson, estudante da cerâmica ática encontrada em Chipre aponta que a cerâmica era importada do começo do ano 500 AEC até fins dos anos 300 AEC; ela também acredita que a distribuição para o oriente mediterrâneo sugere que grande parte das importações cipriotas era do mesmo tipo de transações mercantis realizadas pelos fenícios. Contudo, há razões para acreditar que havia contatos diretos com Athenas e havia indivíduos especialmente para visitar Athenas e trazer um pouco da cerâmica para Chipre.  Os cipriotas demonstravam uma preferência por vasos de bebidas (ânforas, crateras koés...) e recipientes para perfumes. A pesquisadora acredita que os cipriotas buscavam peças preciosas que eles pudessem usar nas atividades diárias e ao mesmo tempo honrar os deuses e ancestrais. Crateras (grande tigelas no qual vinho e água eram misturas) era o presente votivo mais popular e era provavelmente o mais usado durante os festivais religiosos.

A popularidade que a cerâmica alcançou deveu-se não apenas pela sua alta qualidade, mas também pela sua rica iconografia, em geral retratando o mundo grego e seu imaginário, que tornava possível a utilização das peças em diferentes ocasiões, como por exemplo festas religiosas nos santuários onde os rituais. (traduzido com modificações DAQUI)

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